R$ 500 mil para cada: Câmara aprova prêmio às pioneiras do futebol feminino

Ex-jogadoras que disputaram os primeiros torneios da seleção serão reconhecidas com valor histórico.

Faltando pouco mais de um ano para a Copa do Mundo Feminina no Brasil, a Câmara dos Deputados deu um passo importante para reparar uma dívida histórica. Na noite de terça-feira (28), foi aprovado o projeto que cria a Lei Geral da Copa Feminina da Fifa 2027, que inclui uma premiação de R$ 500 mil para cada uma das cerca de 30 ex-atletas que participaram do Torneio Experimental da Fifa (1988) e da primeira Copa Feminina (1991), na China.

O valor também poderá ser destinado aos herdeiros legais caso alguma das jogadoras já tenha falecido. A proposta agora segue para o Senado Federal antes de ir à sanção presidencial. A inspiração veio da Lei Geral da Copa Masculina de 2014, que premiou 51 ex-jogadores campeões mundiais de 1958, 1962 e 1970.

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, destacou que a medida é um gesto de justiça histórica. “Se em 2014 reconhecemos os campeões, agora valorizamos quem construiu o caminho sem visibilidade. É compromisso com a igualdade e com as mulheres que abriram portas”, afirmou.

A relatora do projeto, Gleisi Hoffmann, lembrou que o Estado, durante a ditadura, proibiu o futebol feminino por anos. “Nada mais justo do que, na democracia, promover reparações”, disse. Ela também ressaltou que o Mundial de 2027 é uma chance de ampliar a visibilidade da modalidade e consolidar políticas públicas.

Outro ponto polêmico do projeto é a autorização para propaganda de bebidas alcoólicas durante transmissões e eventos oficiais da Copa, inclusive fora do horário restrito atual. A permissão vale também para plataformas digitais, seguindo regras do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

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