Enquanto a Copa do Mundo de 2026 só começa em junho, a Panini já está em campo com uma estratégia digna de craque. A marca italiana lançou o maior álbum da história, com 980 cromos para 48 seleções. Mas encher o livrinho vai custar mais caro do que nunca — mesmo com o preço unitário mantido.
A jogada de mestre? Fechar parcerias com gigantes como Coca-Cola, iFood e Loterias Caixa. Na prática, a Coca-Cola distribui figurinhas exclusivas em garrafas e usa QR Codes para levar o consumidor ao app da Panini. Quem paga a conta é a marca de refrigerante, enquanto a Panini captura dados preciosos.
O iFood também entra na dança: entrega em 10 minutos e patrocina eventos de troca, como na Casa CazéTV. A logística vira divulgação orgânica. Já as Loterias Caixa emprestam suas mais de 13 mil unidades para colocar pacotinhos em cada cantinho do Brasil. Recentemente, a Rexona também fechou um combo com desodorantes e figurinhas.
Para manter a febre, a Panini importou uma tática dos games: figurinhas douradas e prateadas de ídolos que não colam no álbum. É escassez artificial que faz o torcedor comprar pacotes na esperança de achar uma “carta rara”. Uma loteria disfarçada que infla o mercado paralelo.
Mas a jornada não termina na colagem. O CEO da Panini Brasil, Raul Vallecillo, revelou que a Geração Z só fica fiel ao físico se houver ponte para o digital. Os QR Codes liberam pacotes extras no app, e em março de 2026 a empresa conectou sua plataforma digital à blockchain do Ethereum, via OpenSea – um experimento que já movimentou US$ 60 milhões.
A grande sacada da Panini é usar o álbum como isca: ele se vende sozinho a cada quatro anos, mas as parcerias, a escassez e a captura de dados transformam a febre passageira em um negócio inteligente. O jogo está só começando.
Fonte: maquinadoesporte.com.br





