A Justiça do Rio de Janeiro aprovou, na última quinta-feira (14), o pedido de recuperação judicial da SAF Botafogo. A decisão busca reorganizar as finanças do clube e evitar punições esportivas, como os transfer bans da Fifa.
O clube vinha enfrentando uma grave descapitalização sob o controle do Grupo Eagle Football. Segundo a SAF, mais de R$ 900 milhões deixaram de retornar ao Botafogo, enquanto outras equipes do grupo, como o Lyon, receberam aportes milionários em dólar.
A diretoria garantiu que salários de jogadores, comissão técnica e funcionários continuarão sendo pagos em dia. No mesmo dia, Eduardo Iglesias assumiu como diretor-geral no lugar de Durcesio Mello, trazendo experiência na recuperação extrajudicial de 2023.
A crise institucional se intensificou com o afastamento de John Textor pela FGV. O empresário admitiu que o modelo de clubes múltiplos se mostrou frágil, apesar de ter levado o Botafogo à sua melhor temporada em 120 anos.
Os números de 2025 escancaram a situação: faturamento bruto de R$ 1,4 bilhão, mas prejuízo líquido de R$ 290,8 milhões. O passivo consolidado chegou a R$ 2,01 bilhões, com aumento de 29% em relação ao ano anterior.
Fonte: maquinadoesporte.com.br





