A Copa do Mundo Feminina de 2019 ficou marcada não só pelo recorde de Marta, mas por um gesto que mexeu com o esporte mundial. A craque entrou em campo com chuteiras sem patrocínio, exibindo apenas o símbolo da igualdade. Naquele momento, ela se tornava a maior artilheira da história das Copas, superando homens e mulheres.
Em entrevista ao especial ‘O Business da Copa’, Sergio Gordilho, fundador da Africa Creative, contou como nasceu a campanha ‘Go Equal’. Ele explicou que a ideia surgiu da desigualdade gritante entre o reconhecimento de Marta e sua remuneração. Mesmo tendo mais prêmios de melhor do mundo que Messi e CR7, ela ganhava muito menos.
Gordilho destacou que a ação foi arriscada. Marta tinha uma proposta de renovação de patrocínio, mas optou por não renovar para transformar a ausência de marca em mensagem. A chuteira sem logo virou um símbolo global, chamando atenção para a diferença de investimento no futebol feminino.
O executivo lembrou que a Copa oferecia um palco único, com todas as câmeras voltadas para a artilheira. Comparou o momento ao milésimo gol de Pelé ou aos recordes de Cristiano Ronaldo. A repercussão foi instantânea e o debate sobre igualdade ganhou força fora do Brasil.
Para Gordilho, a coragem de Marta foi o ponto-chave. Ela sabia dos riscos de multas e problemas com contratos, mas priorizou a causa. A campanha ‘Go Equal’ se consolidou como um dos projetos mais emblemáticos do marketing esportivo recente, provando que propósito pode superar o comercial.
Fonte: mktesportivo.com





