Copa 2026: como a fragmentação da atenção turbina patrocínios dos jogadores
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Copa 2026: como a fragmentação da atenção turbina patrocínios dos jogadores

Neymar e Vini Jr. lideram com 18 e 15 acordos, enquanto marcas apostam em campanhas mais curtas e segmentadas.

O mercado publicitário está de cabeça para baixo na preparação para a Copa do Mundo de 2026. Diferente do que se via em 2022, as marcas estão pulverizando investimentos e fechando mais contratos com os jogadores da Seleção Brasileira. Neymar e Vinicius Jr. são os campeões de acordos, com 18 e 15 patrocínios respectivamente.

Para efeito de comparação, na Copa do Catar Neymar tinha cerca de 10 parceiros e Vini Jr., oito. Agora, Raphinha engatou sete e Endrick, cinco. O que explica essa multiplicação? Segundo Fernando Fleury, PhD em Comportamento do Consumo, o segredo está na fragmentação da atenção do público.

“Antes, as marcas queriam contratos longos e exclusivos. Hoje, com streaming, redes sociais e games disputando a atenção, elas preferem várias ativações menores e mais específicas”, explica Fleury. As empresas buscam eficiência e flexibilidade, ajustando campanhas conforme os resultados imediatos.

Os jogadores ganham com isso: podem fazer parcerias em diferentes segmentos sem ficar presos a um grande acordo. Mas o excesso de patrocinadores pode diluir a identidade do atleta. No caso de Vini Jr., sua imagem forte de excelência e ativismo ajuda a organizar as parcerias.

Os ex-jogadores também entram na dança. Os pentacampeões de 2002, por exemplo, são vistos como personalidades estáveis, que não mudam mais dentro de campo. As marcas compram não a narrativa completa, mas apenas o capítulo que faz sentido para elas naquele momento.

Fonte: maquinadoesporte.com.br

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