A bola da vez nas rodinhas de WhatsApp é que a Nike não quer Endrick jogando pela Seleção. Será que tem fundamento? A galera aposta que sim, mas a realidade é bem diferente.
O argumento principal é que Endrick calça chuteiras da New Balance, rival da Nike. Daí concluem que a marca americana, patrocinadora da CBF, usa seu poder para barrar o jovem. Só que isso é um tiro no pé: a Nike ganha exposição com o sucesso da Seleção, não com derrotas.
Outro ponto que alimenta a teoria é o contrato de 1996 entre Nike e CBF. Nele, havia cláusulas sobre amistosos e a obrigação de escalar pelo menos oito titulares. Mas isso era para garantir retorno comercial nos jogos, não para ditar escalação de um atleta específico.
A confusão começou na CPI da CBF/Nike em 1999, que revelou detalhes do acordo. Mas, como diria o ditado, quem vê cara não vê coração. A interferência da Nike na escalação é pura invenção.
No fim das contas, a decisão de colocar Endrick em campo é do técnico Ancelotti, baseada em critérios técnicos. Então, esquece essa de patrocínio e deixa o moleque mostrar o futebol dele.
Fonte: folhavitoria.com.br







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