Aquela discussão sobre o “Vai, Brasa!” na camisa da Seleção Brasileira ganhou um novo capítulo – e com um propósito bem mais sério. O Instituto Maria da Penha aproveitou a repercussão do caso para criar uma campanha de conscientização sobre violência contra a mulher, substituindo a inscrição polêmica por estatísticas reais do problema.
A ideia surgiu depois que a Nike colocou a expressão nas peças oficiais do Brasil para a Copa do Mundo de 2026, gerando uma reprovação de 75% nas redes sociais e levando a CBF a trocar por “Brasil”. O Instituto, então, resolveu usar o mesmo espaço para chamar atenção para algo muito mais urgente.
Com a agência Fbiz, a entidade produziu um lote limitado de camisas personalizadas, enviadas para artistas, influenciadores e criadores de conteúdo. Em vez do “Vai, Brasa”, as golas estampam dados como: uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil e 66,3% dos crimes ocorrem na casa da vítima.
A campanha também inclui ativações em mídia exterior em 12 cidades, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A ideia é usar a visibilidade da Copa para inserir o tema na conversa nacional, já que estudos mostram que em dias de jogo os registros de ameaça e lesão corporal contra mulheres aumentam até 23%.
“Se uma frase na camisa virou assunto nacional, usamos esse mesmo espaço para algo muito mais urgente”, destacou o Instituto no Instagram. A ação é voluntária e conta com divulgação nos canais digitais da entidade, além do Ligue 180 para denúncias.
Fonte: mktesportivo.com







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