Puma explica rasgos em uniformes na Copa: 'foco em tecnologia'
Copa do Mundo

Puma explica rasgos em uniformes na Copa: ‘foco em tecnologia’

Marca alemã afirma que camisas ultraleves priorizam desempenho, mas podem ceder sob estresse extremo.

Você viu aquela camisa rasgada durante a Copa do Mundo? Pois é, não foi uma, nem duas, mas cinco vezes que uniformes da Puma foram parar no chão em pedaços. As seleções da República Tcheca, Marrocos, Egito, Paraguai e Gana tiveram atletas com as camisas danificadas em jogos da fase de grupos. A marca alemã, que veste 11 seleções no torneio, resolveu se explicar.

Segundo a Puma, a ideia foi oferecer o que há de mais moderno em tecnologia esportiva. As camisas são feitas com materiais ultraleves, pensados para dar liberdade de movimento e conforto em situações de alta intensidade. A empresa diz que priorizou respirabilidade, elasticidade e controle de umidade, após testes comparativos com outras marcas. O resultado? Uniformes mais leves, mas que podem não resistir a puxões fortes.

Os casos chamaram atenção. O meia Šulc, da República Tcheca, teve a camisa rasgada ao ser segurado por um zagueiro sul-coreano. O capitão paraguaio Gustavo Gómez, do Palmeiras, também viu seu uniforme ir para o brejo em disputa com Folarin Balogun. E não parou por aí: Mostafa Ziko, do Egito, Caleb Yirenkyi, de Gana, e Neil El Aynaoui, de Marrocos, todos tiveram suas camisas destruídas em lances de contato.

A Puma reconhece que, no futebol, o contato físico é intenso e os uniformes podem sofrer danos quando submetidos a forças severas. Mas a marca garante que isso não afeta o desempenho dos atletas. “O feedback dos jogadores mostrou que eles preferem materiais mais leves para alcançar melhor desempenho”, diz o comunicado oficial. Ou seja, rasgar faz parte do jogo.

Enquanto isso, as outras seleções parceiras da Puma – Áustria, Costa do Marfim, Nova Zelândia, Portugal, Senegal e Suíça – seguem em campo, torcendo para que suas camisas aguentem até o apito final. Afinal, ninguém quer ver o uniforme virar farrapo no meio de uma partida decisiva.

Fonte: maquinadoesporte.com.br

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