A galera anda repetindo que a SAF liquidou Botafogo e Vasco. Só que a conversa é outra, meu caro. Quem sentou na cadeira de dono foi que meteu os pés pelas mãos, e a conta bilionária chegou.
No Botafogo, John Textor usou caixa único com o Lyon, alavancou o clube e viu a dívida estourar perto dos R$ 3 bilhões. Resultado: afastado pelo tribunal arbitral, o clube ficou com o rombo e o vexame.
Já o Vasco viu a 777 Partners prometer mundos e fundos, aportar só R$ 310 milhões e criar um passivo ainda maior. A liminar chegou, a gestora saiu, e a dívida ficou. Lindo, né?
A Lei 14.193 não exige caixa único, alavancagem nem promessa vazia. Foi escolha de quem comandou. O modelo é só um veículo; se o motorista é ruim, o destino é a cratera.
O que segura uma SAF de pé é capital paciente, decisão tomada perto do balcão, meta que cabe no caixa real. Crescimento devagar, sem atalho de PowerPoint. Chatice? Talvez. Mas é o que impede o tombo.
Não é torcida contra os gigantes, é leitura da realidade. A SAF amplifica: se a gestão é de Primeira, acelera. Se é de várzea, o buraco fica do tamanho de um Maracanã.
Fonte: mktesportivo.com







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