Com apenas 600 mil habitantes, Cabo Verde calou o mundo ao carimbar a vaga nas oitavas da Copa de 2026. É a menor nação a avançar no mata-mata de um Mundial. Um feito que parecia impossível há poucos anos!
Até 2021, a seleção não possuía estádio apto a receber jogos internacionais. A virada veio com o programa Fifa Forward, que destinou US$ 17,8 milhões (cerca de R$ 92 milhões) à federação local ao longo de uma década.
Desse total, US$ 15,8 milhões já foram investidos em 17 projetos. Destaque para campos sintéticos em Santa Cruz, na ilha de Santiago, a reforma do estádio Adérito Sena em São Vicente e o suporte às seleções de base, como a Sub-17. A grana foi aplicada com estratégia.
Gelson Fernandes, ex-jogador e diretor da Fifa para a África, elogiou a postura do país: “Cabo Verde utilizou de forma estratégica os recursos para expandir a infraestrutura, fortalecer as competições e apoiar as seleções nacionais”. Ele, nascido no arquipélago, viu o sonho crescer.
Tom Gorissen, diretor de serviços para associações-membro da Fifa, reforçou que a classificação é resultado de escolhas claras. E o incentivo não para: o próximo ciclo do Forward (2027-2030) terá US$ 2,7 bilhões para desenvolver o futebol mundial, agora com 48 seleções na Copa.
De um país sem estrutura ao mata-mata, a receita de Cabo Verde une planejamento de longo prazo e parceria financeira. Os Tubarões Azuis mostraram que, com os recursos certos, até os pequenos podem morder. Que venham mais surpresas!
Fonte: mktesportivo.com







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