O destino quis que a última dança de Neymar em Copas do Mundo fosse com lágrimas e um último suspiro. Na noite deste domingo (5), o camisa 10 da Seleção Brasileira entrou no segundo tempo contra a Noruega, nas oitavas, e marcou de pênalti o gol de honra na derrota por 2 a 1. Mas não evitou a eliminação e, ao apito final, desabou no gramado do MetLife Stadium, consolado pelos companheiros.
Com apenas 30 e poucos minutos em campo, Neymar pouco pôde fazer diante de um Haaland inspirado, autor dos dois gols noruegueses. O brasileiro ainda trocou provocações com o goleiro Nyland antes da cobrança, mas a noite era de despedida. Aquele foi seu nono gol em Copas, e ele chegou a 80 pelo Brasil, tornando-se o maior artilheiro do país em jogos oficiais.
A participação em 2026 foi marcada por lesões, como de costume. Neymar chegou como dúvida após sofrer uma contusão na panturrilha direita ainda no Brasileirão, contra o Coritiba, em março. Perdeu a estreia contra Marrocos e os jogos seguintes contra Haiti e Japão. Só voltou a pisar no gramado na fase de grupos diante da Escócia, mas por poucos minutos.
O histórico do craque em Mundiais é uma montanha-russa. Em 2014, no Brasil, foi o nome da seleção até a entrada violenta de Zúñiga, que o tirou do 7 a 1 histórico para a Alemanha. Já em 2018, após cirurgia no pé, caiu nas quartas para a Bélgica. Em 2022, lesionou o tornozelo na estreia, voltou para marcar contra a Croácia, mas viu o Brasil cair nos pênaltis.
O último gol de Neymar pela Seleção antes deste Mundial havia saído 1.030 dias antes, na goleada sobre a Bolívia. E a coincidência do destino: o MetLife Stadium foi palco do seu primeiro gol com a amarelinha, em 2010, contra os EUA. Agora, pode ter sido o último. Como ele mesmo disse, ‘tentei, tentei. Agora acabou’.
Fonte: folhavitoria.com.br







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