Donald Trump resolveu pegar o telefone e ligar para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para reclamar de uma expulsão que considerou injusta. O mandatário norte-americano pediu revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, na vitória dos EUA sobre a Bósnia, nas oitavas da Copa do Mundo.
Balogun foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo, após o brasileiro Raphael Claus revisar o lance no VAR e dar vermelho por pisão no tornozelo de Muharemovic. Trump disse que não concordou com a interpretação e soltou o verbo: “Esse árbitro é suspeito, o histórico dele… não vou criar polêmica, mas todo mundo achou estranho”. O presidente negou ter pressionado, afirmou que só pediu revisão.
Infantino confirmou a ligação e garantiu que os órgãos disciplinares da Fifa são independentes. “Converso regularmente com Trump sobre a Copa, mas a decisão cabe ao comitê”, explicou o dirigente. A suspensão automática de Balogun acabou suspensa pela entidade, que permitiu o atacante jogar contra a Bélgica.
A decisão irritou a Federação Belga, que contestou a elegibilidade do jogador e cobrou esclarecimentos. A Fifa considerou a contestação inadmissível, já que a Bélgica não era parte no processo disciplinar. Os belgas apontaram o artigo 66.4 do código disciplinar e o regulamento da Copa.
O caso abriu precedente: a França já pediu anulação de cartão amarelo de Michael Olise, e a Uefa criticou a Fifa, dizendo que cruzou uma “linha vermelha”. O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também detonou a revisão e pediu critérios claros para não prejudicar a igualdade entre as seleções.
Fonte: mktesportivo.com







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