Enquanto a bola rola na Copa do Mundo, o FBI resolveu entrar em campo fora das quatro linhas. A investigação federal nos Estados Unidos mira as transações da Associação Argentina de Futebol (AFA), presidida por Claudio “Chiqui” Tapia. O foco? Contratos e operações que passaram pela empresa TourProdEnter LLC.
De acordo com o jornal La Nación, agentes e procuradores já começaram a coletar depoimentos. A ideia é entender como a AFA movimentou mais de US$ 300 milhões no sistema financeiro dos EUA. Parte desse dinheiro pode ter sido usada em esquemas de lavagem de dinheiro ou fraude bancária.
O empresário Guillermo Tofoni, conhecido por organizar jogos e contratos da seleção argentina, já participou de uma videoconferência com o FBI. Ele foi questionado sobre transações específicas da AFA. A investigação ganhou força em 2025, tocada por três procuradores: Patrick Gushue, Christopher Ting (Washington D.C.) e Michael Berger (Flórida).
Berger tem experiência em casos de lavagem de dinheiro – ele atuou no processo contra o ex-controlador-geral do Equador, Carlos Ramón Polit Faggioni, condenado em 2024. Já Gushue faz parte da Unidade de Integridade Bancária do Departamento de Justiça. O foco na TourProdEnter LLC surgiu quando a empresa virou agente de cobrança dos contratos internacionais da AFA.
Bilhões de dólares passaram por essa firma, incluindo US$ 60 milhões da Adidas e US$ 40 milhões da Warner. Agora, o FBI quer saber se tudo está dentro da lei ou se tem golpe no meio do caminho. A torcida capixaba, que adora um futebol argentino, fica de olho – mas dessa vez a briga é nos tribunais.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







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