A farra das casas de apostas durante a Copa do Mundo 2026 vai ganhar um freio de arrumação. O Ministério da Fazenda, em parceria com a Justiça, anunciou novas regras que proíbem comentaristas, especialistas e influenciadores de fazer propaganda direta incentivando o público a apostar. A medida pega carona nos exageros vistos nos primeiros dias do torneio.
Plataformas como KTO, Bet365 e Betnacional aproveitaram as transmissões da CazéTV no YouTube para exibir QR codes e odds, com direito a especialistas atestando as probabilidades. Até a influenciadora Virginia Fonseca, contratada pela Globo para cobrir os bastidores, entrava na dança com recomendações para seus mais de 50 milhões de seguidores. O SBT e a NSports também não ficaram de fora.
O ministro Dario Durigan avisou que o bicho vai pegar: quem descumprir pode levar multa de até R$ 14 milhões ou até 20% do faturamento da empresa, além de suspensão da licença por 180 dias. As novas portarias, que saem nesta sexta-feira (10) e valem a partir do dia 17, também obrigam os anúncios de bets a trazerem alertas de risco, similares aos de cigarros e bebidas.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) apoiou a medida, mas pediu mais fiscalização contra as plataformas ilegais. Segundo a entidade, o reforço no combate às bets sem autorização é essencial para não prejudicar quem opera dentro da lei e recolhe tributos. Afinal, regra boa é regra cumprida por todos.
Enquanto a Copa segue, a mensagem é clara: quem pensava em transformar a transmissão em um cassino ao vivo vai ter que recarregar a estratégia. O governo capixaba (opa, federal) mostrou que não vai dar bobeira com a saúde financeira dos torcedores.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







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