A Desportiva Ferroviária deu um passo rumo ao futuro, mas sem esquecer as lições do passado. Na última assembleia, 30 associados colocaram os pingos nos is: 29 votaram a favor da criação da SAF, contra apenas um voto contrário. A mudança de modelo de gestão animou a torcida, mas também acendeu um sinal de alerta.
Quem viveu a era Desportiva Capixaba sabe bem o motivo da cautela. Em 1999, uma parceria com o Grupo Villa-Forte & Oliveira prometia modernidade, mas acabou em rebaixamento no Capixaba de 2010 e na dissolução da sociedade. O fantasma daquela experiência ainda assombra os corações grenás.
Clelton Moura, sócio do clube, foi direto: “Tudo que é novo gera dúvida, ainda mais depois de uma parceria malfeita”. Ele destacou que a reunião serviu para esclarecer os riscos e mostrar que, com gente comprometida, o negócio pode dar certo. “Atrelar a marca forte da Desportiva a empresários locais e ao Sávio, que ama o clube, é o caminho”, completou.
Pedro Soares, que acompanha a Tiva desde 1972, vê na SAF a chance de retomar o rumo. “É um momento importantíssimo. A esperança é voltar a brigar por títulos e ao cenário nacional, de onde nunca deveríamos ter saído em 1999”, afirmou. Ele ainda sonha com o Engenheiro Araripe lotado em campanhas vitoriosas.
O torcedor Ramon Hudson também apoiou, mas com os pés no chão. “A SAF não é a salvadora da pátria, mas sem dinheiro não dá para fazer futebol capixaba. Queremos ver a Locomotiva brigando por algo maior”, disse. Para ele, o projeto precisa ser bem gerido e respeitar a história do clube.
Agora, a bola está com a diretoria para transformar o apoio em realidade. A torcida grená espera que, desta vez, a locomotiva não descarrile.
Fonte: ge.globo.com







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