Aracruz vê mais de 120 jovens indígenas em busca de vaga nos gramados
Futebol de Base

Aracruz vê mais de 120 jovens indígenas em busca de vaga nos gramados

Chance de ouro para talentos indígenas de 9 a 17 anos em Aracruz.

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O último sábado (8) foi de sonho e muita bola rolando no Campo de Irajá, em Aracruz. Mais de 120 crianças e adolescentes indígenas, de 9 a 17 anos, participaram da primeira peneira de 2026 da região, disputando uma chance nas categorias de base de clubes brasileiros e até internacionais.

Os olheiros da BNC Academy e do Esporte Clube Bahia marcaram presença e ficaram de olho nos talentos das categorias Sub-9, Sub-11, Sub-13, Sub-15 e Sub-17. A organização é do técnico Fabrício Tupinikim com o filho João Carlos, em parceria com a escolinha Palmeirinha, da aldeia de Irajá, e o Esporte Clube Caieiras Velha Aracruz (E.C.C.A.).

A BNC Academy, também conhecida como BCN Intercâmbio Esportivo, não veio à toa. A avaliação pode render vaga em torneios internacionais na Espanha, como a Copa MICFootball e a Girona Cup. Enquanto isso, familiares e amigos davam aquela força nas laterais, torcendo por cada lance.

Para Sabrina da Silva Lemos, diretora da Escola Municipal Pluridocente Indígena (EMP) Irajá, o esporte vai além do futebol. Ela destaca que a atividade ajuda na saúde, disciplina, respeito e união, além de fortalecer a identidade e o sentimento de pertencimento do povo Tupinikim.

Do outro lado, o técnico Fabrício Tupinikim faz questão de deixar claro que não basta só jogar bem. O projeto é sustentado por quatro pilares: escola, família, comunidade e escolinhas. Ele pede que os atletas tenham bom desempenho na escola, com disciplina, boas notas e frequência, reforçando a parceria de mão dupla entre educação e futebol.

A diretora da Emefi Caieiras Velha, Cristina Fraga Pajehu, completa o raciocínio: estudar a história e a cultura do povo indígena também ajuda na disciplina dentro de campo. Segundo ela, os estudantes não têm vergonha de dizer que são indígenas e isso reflete no respeito entre eles nos torneios. Ou seja: talento não falta e, com educação, a chance de brilhar fica ainda maior.

Fonte: eshoje.com.br

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