O Rio Branco-ES resolveu encarar a base não só como celeiro de talento, mas como negócio. Ao longo de 2026, o tradicional clube centenário capixaba negociou 10 jogadores formados ou desenvolvidos na sua estrutura. Os destinos variam entre clubes das Séries A, B e C do Brasileirão e times do exterior.
E não é só vender e dar tchau: o Capa-preta manteve percentuais dos direitos econômicos em todas as operações. A ideia é continuar no bolo caso o atleta decole e seja negociado de novo lá na frente. Um verdadeiro portfólio de ativos, como o próprio clube define o projeto.
Quem comanda essa engrenagem é Muriqui, ex-jogador e CEO da Base do Rio Branco. Para ele, o atleta formado no clube é ativo estratégico: a missão é abrir portas em mercados que acelerem o desenvolvimento dos garotos, sem perder a fatia na valorização futura. “É um modelo viável e que estamos estruturando de forma responsável dentro da nossa SAF”, resumiu.
Entre os nomes que já ganharam o profissional, Breno Melo, meia-atacante de 21 anos, foi emprestado ao São Bernardo-SP, com 50% dos direitos com o Rio Branco. O atacante Rafael Gabriel, de 19, foi em definitivo ao Fortaleza (40% ficam com o Capa-preta). Kauã Santos, também de 19, assinou com o Avaí e já aparece no time principal catarinense.
Levi Santos, meia-atacante de 19 anos, foi emprestado ao Volta Redonda e os 100% dos direitos seguem com o Rio Branco. Outros destinos da lista incluem Pedro Marba (Chievo Verona-ITA), Wendel (Atlético-GO), Lucão (Riga Mariners), além de Miguel Ribeiro (Atlético-MG), Arthur Oliveira (Internacional) e Davi Uler (Cruzeiro). Antes de tudo isso, o time ainda é adversário do Vasco na primeira fase da Copa do Brasil Sub-20.
Fonte: ge.globo.com







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