A temporada 2026 do bodyboard feminino teve sotaque capixaba do começo ao fim. Luna Hardman, de 20 anos, terminou o ano como vice-campeã mundial profissional, confirmando o Espírito Santo como uma verdadeira potência da modalidade. Bicampeã mundial júnior, ela segue sendo o principal nome do esporte no Brasil.
A disputa pelo título rolou no ArcelorMittal Wahine Bodyboarding Pro, na Praia do Solemar, em Jacaraípe. Luna chegou com chance de levantar a taça, mas viu a japonesa Namika Yamashita comemorar o troféu em solo capixaba. Na mesma etapa, Maylla Venturin ficou com o vice-campeonato.
O ranking mundial escancara a força do estado: são quatro capixabas entre as dez melhores do planeta. Namika Yamashita liderou com 9.000 pontos, seguida por Luna Hardman, segunda colocada com 6.600. Maylla Venturin apareceu em quinto, com 5.910, Neymara Carvalho em sexto, com 5.850, e Maíra Viana, campeã mundial em 2024, em oitavo, com 4.830.
Luna fez questão de fazer as contas do ano com carinho. Para ela, foi a temporada mais vitoriosa da carreira até agora, mesmo sem o título mundial, com conquistas no Circuito Mundial e também em campeonatos como o Europeu. A derrota no fim, garantiu, serve de combustível para evoluir em 2027.
Ainda tem assunto pendente na temporada. A capixaba vai brigar pelo título do Circuito Brasileiro na última etapa, em Búzios, decisão marcada para o fim de novembro. A expectativa é de batalha dura, mas ela chega animada para tentar fechar o ano como campeã brasileira.
Quem entende do riscado também aprovou. Neymara Carvalho, pentacampeã mundial e idealizadora do Wahine, comemorou o aproveitamento total do evento e o desempenho da jovem capixaba no primeiro ano completo no circuito profissional. Na visão dela, faltam apenas alguns ajustes para Luna subir o último degrau.
Fonte: folhavitoria.com.br







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