A Locomotiva ganhou velocidade nos bastidores. Nesta quarta-feira, a Desportiva Ferroviária confirmou que tirou o CNPJ da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na Junta Comercial do Espírito Santo. É aquele tipo de documento que a torcida não vê em campo, mas que abre a porteira para os futuros investidores assumirem de vez a gestão do futebol grená.
A criação da SAF foi aprovada pelos sócios em julho, por 29 votos a 1, na última semana do mês. A conversa, porém, é bem mais antiga: vem sendo discutida desde 2022 e acumulou uma boa dose de entraves burocráticos pelo caminho.
Quem respirou aliviado foi o vice-presidente João Carlos Rocha. Para ele, o registro da empresa representa uma sensação de alívio e de dever cumprido depois de tantos percalços enfrentados pelo clube. O dirigente lembrou que o processo ainda não acabou, mas classificou a etapa como um grande passo.
Agora vem a parte final da papelada. A Desportiva ainda precisa concluir os registros na Federação de Futebol (FES) e na CBF antes de transferir 90% das ações da nova SAF para a Tiva Investimentos, grupo que tem entre seus integrantes o ex-jogador Sávio Bortolini. O acordo com a Tiva já havia sido firmado anteriormente: em 2023, o grupo apresentou uma proposta de R$ 116 milhões ao longo de 10 anos, com aportes mínimos garantidos a cada temporada, mirando infraestrutura, base e a busca pelo acesso à Série B.
Segundo João Carlos Rocha, ainda falta fechar ajustes contábeis do exercício de 2025. Na sequência, o clube pretende concluir o balanço de 2026, fazer o valuation da marca Desportiva e, só então, formalizar o contrato de transferência das ações.
Nessa reta final, a Tiva também colocou a mão na massa para destravar pendências que atrasavam tudo. O vice-presidente fez questão de agradecer a Gabriel Venturim, da Tiva Investimentos, pela presença constante nos últimos meses na resolução dos gargalos. Com o CNPJ na mão, a Locomotiva segue nos trilhos rumo à nova era.
Fonte: ge.globo.com







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