A Nike levou a melhor na briga judicial contra a Total90 LLC, pequena empresa da Louisiana que tentou tomar a icônica marca Total 90. A juíza federal Wendy B. Vitter negou o pedido de liminar que queria barrar o uso do nome nos produtos da gigante americana.
O rolo começou porque o registro da Nike venceu em 2019, e a Total90 LLC aproveitou a brecha para registrar a marca nos EUA em 2024. A empresa então processou a Nike e chegou a pedir até US$ 2,85 milhões para desistir da ação – o que a Nike classificou como extorsão.
Mas a história da Total 90 é quase um patrimônio afetivo de muito capixaba: a linha bombou por mais de duas décadas, com chuteiras, bolas e camisas vestindo feras como Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Thierry Henry. O diretor da Nike, Agra Diapari, provou que a empresa nunca deixou de usar a marca desde 2019.
A juíza deixou claro: dono da marca é quem a usa primeiro, não quem corre no cartório. E não viu risco de confusão entre os produtos das duas empresas – até porque consumidor nenhum associaria uma linha lendária de futebol com uma fabricante de roupas sem tradição.
A treta não acabou: o processo por infração de direitos segue, com audiência de conciliação marcada para 20 de julho. Mas a decisão final mesmo só sai em 2027. Até lá, a Nike continua com o pé firme no calçado que marcou época.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







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