A seleção alemã, dona de quatro Copas do Mundo, vai trocar de fornecedor esportivo a partir de 2027. É o fim de um casamento histórico de mais de 70 anos entre a Federação Alemã de Futebol (DFB) e a adidas. Quem assume o manto é a Nike, que já chega com discurso de quem sabe o tamanho da responsa.
Em entrevista ao Sportico, o vice-presidente global de futebol da marca, Camilo Andrade, admitiu o peso de vestir uma equipe tão ligada à concorrente. ‘Estamos sentindo a enorme responsabilidade’, disse, garantindo que vão respeitar a história nos futuros uniformes.
Mas não é só marketing: a camisa alemã carrega um simbolismo único no país. Depois da Segunda Guerra, exibir o uniforme se tornou uma forma aceitável de patriotismo, principalmente a partir da Copa de 2006, em casa. Mexer no design, portanto, é quase mexer na identidade nacional.
Curiosamente, a própria adidas já vinha dando suas cutucadas na tradição. O último modelo reserva, em tom azul-esverdeado inspirado em 1994, dividiu a torcida. Ou seja, inovação não é pecado, desde que tenha alma alemã.
Para a Nike, essa estreia também é uma chance de mostrar que está de volta ao topo do futebol mundial, depois de perder espaço para rivais. Agora, resta saber se o torcedor alemão vai abraçar o swoosh com o mesmo carinho das três listras.
Fonte: mktesportivo.com








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