Trinta anos depois, a noite do Engenheiro Araripe ainda arrepia o torcedor da Desportiva. Em 1996, a Tiva recebia o Náutico pela Série B precisando reverter a derrota por 2 a 1 da ida. Foi aí que Tico Mineiro, atacante vindo do Democrata de Governador Valadares, virou o nome da partida.
O Náutico abriu o placar e complicou de vez a vida capixaba. Mas Tico Mineiro mostrou frieza: converteu duas penalidades no tempo normal, empatando o jogo em 2 a 1 e levando a decisão para os pênaltis. Na disputa, ele ainda converteu a sua cobrança, mas o time pernambucano venceu por 5 a 4 e avançou.
O desfecho foi amargo, mas a lembrança é doce. Tico Mineiro recorda o Araripe lotado e a torcida apoiando sem parar, mesmo depois do susto inicial. Para ele, a batalha de 1996 foi um dos momentos mais especiais do início da carreira.
A história do apelido também começou na Tiva. Tico chegou por empréstimo, passou por um período de testes e foi aprovado pelo técnico Cosme Eduardo. Como já havia um Tico Capixaba no elenco, o treinador o chamou de Tico Mineiro — apesar de ele ser baiano de Belmonte.
Depois da eliminação, o atacante seguiu para o exterior. Após um teste no Napoli, da Itália, ele fechou com o Alverca, clube ligado ao Benfica, em Portugal. Tico ainda marcou seis gols na sua primeira passagem pela Desportiva e carrega aquele ano até hoje na memória.
E a história com a Desportiva não acabou ali. Em 1997, Tico Mineiro retornou para outra Série B, mas a campanha foi interrompida antes do mata-mata contra o América-MG. Mesmo assim, o carinho pelo clube e pela torcida ficou — e a noite dos três pênaltis segue viva.
Fonte: ge.globo.com







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