Dizem por aí que Carlo Ancelotti é um livro aberto – e isso, para a torcida brasileira, é motivo de alívio. O técnico da Seleção não aposta em mágicas, mas em consistência. Quem espera invenções tá enganado: o italiano mantém a mesma linha de trabalho jogo após jogo.
Contra a Noruega, nas oitavas, Ancelotti manteve o esquema com três meias e três atacantes. Depois de rever a lista inicial, que tinha só cinco volantes, ele reforçou o meio. Para o lugar de Paquetá, machucado, a escolha foi Gabriel Martinelli, preferido a Danilo Santos por ser mais tático – mesmo que Danilo tenha talento de sobra. A ideia é que nove dos dez jogadores de linha marquem forte. A exceção é Vini Jr., que fica solto pra receber a bola.
Uma imagem que rodou o mundo: após o gol de Martinelli contra o Japão, Carletto virou pro banco e fez ‘calma, calma’. Nada de euforia. Ele chamou os auxiliares e deu instruções. O trauma da Croácia em 2022 ainda está na cabeça – aquele empate na prorrogação ecoa nos treinos e nas conversas. Ancelotti não quer repetir o erro.
Na estreia contra Marrocos, o treinador surpreendeu até os mais próximos com mudanças como Igor Thiago de referência e Ibañez na lateral. Mas quem acha que ele só avisa o time no dia do jogo está enganado: todo mundo sabe o seu papel. O substituto de Paquetá já deve ter recebido a notícia.
Previsibilidade pode soar chato, mas no futebol deu resultado. A Seleção de Ancelotti segue firme na Copa, sem sustos nem invenções. E o torcedor capixaba, que ama um futebol bem jogado, pode confiar: o italiano não inventa, ele resolve.
Fonte: folhavitoria.com.br







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