A Copa do Mundo de 2026 tá sendo um baita sucesso dentro de campo, com recordes de audiência e estádios lotados. Mas fora das quatro linhas, o negócio é preocupante: os casos de racismo explodiram nas redes sociais e a FIFA já tá de olho aberto.
De acordo com a entidade, foram identificadas 89 mil publicações abusivas só na fase de grupos. Isso é 13 vezes mais que na Copa de 2022, no Catar. E olha que o monitoramento cobriu mais de 6 milhões de posts – um aumento de 33% em relação ao torneio anterior. Desses ataques, 11% tinham conteúdo racista, mostrando que o preconceito ainda é uma chaga no futebol.
A coisa foi tão séria que mais de 100 ocorrências viraram alvo de investigação judicial. Entre os episódios marcantes, um torcedor ofendeu o influencer IShowSpeed durante Argentina x Cabo Verde. Depois, torcedores argentinos atacaram de novo no jogo contra o Egito pelas oitavas. E não parou por aí: a senadora paraguaia Nadia Amarilla soltou comentários racistas contra Kylian Mbappé após França x Paraguai, gerando condenação da FIFA e da ONU.
Os holandeses também sentiram na pele. Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville foram alvo de ataques racistas nas redes depois de perderem pênaltis na eliminação para o Marrocos. A FIFA já avisou: vai usar inteligência artificial pra monitorar em tempo real e colaborar com as autoridades pra punir os culpados.
Enquanto a Copa brilha com jogos de alto nível e números recordes, a escalada do racismo mostra que o combate à discriminação precisa correr junto com o espetáculo. A entidade reafirmou tolerância zero, mas o desafio é grande – e torcedor nenhum merece ver o futebol manchado por esse tipo de violência.
Fonte: mktesportivo.com







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