Enquanto algumas sedes norte-americanas apostam em estádios modernos, a Cidade do México joga na experiência. A capital mexicana vai receber o Mundial pela terceira vez, depois de 1970 e 1986, tornando-se a única cidade tricampeã de Copas. E não é só nostalgia: a bagagem histórica vem com um plano financeiro ousado.
O Estádio Azteca, que durante a Copa se chamará Estádio Cidade do México por regras da Fifa, será palco da partida inaugural em 11 de junho de 2026. O estádio está passando por uma reforma de US$ 150 milhões para melhorar áreas VIP e tecnologia, sem perder a cara que viu Pelé e Maradona erguerem a taça.
Por trás dos gramados, a grana se mexeu. O Grupo Televisa criou o Grupo Ollamani para separar os negócios de esportes e entretenimento. Depois, vendeu 49% de uma nova entidade que engloba o Club América e o estádio para o fundo General Atlantic. A operação inclui parceria com a Kraft Analytics Group, do New England Patriots, para turbinar a experiência do torcedor com dados.
A cidade espera receber 5 milhões de turistas e gerar US$ 3 bilhões em impacto econômico, segundo a Coparmex. O banco Citibanamex já subiu a previsão do PIB mexicano para 2026 em 0,1 ponto percentual, puxado pelo turismo. Para quem não conseguir ingresso, o Zócalo terá um Fan Festival gratuito para até 100 mil pessoas, com telonas e comida local.
Os desafios não são poucos: o orçamento de mobilidade cresceu 186% para 2025, chegando a 7 bilhões de pesos, com expansão de linhas de Trolebús e Cablebús. Além disso, a crise hídrica na região do estádio e o programa ‘Plan Semillero’ tentam deixar um legado social. A Cidade do México mostra que, para brilhar na Copa, não basta só história – é preciso jogo de cintura nos negócios.
Fonte: maquinadoesporte.com.br





