O Mundial de 2026 promete aquecer a economia capixaba e nacional. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor de bares e restaurantes deve movimentar cerca de R$ 2,42 bilhões durante a competição. O valor representa um crescimento de 15,7% na comparação com a Copa de 2022, quando o faturamento foi de R$ 2,09 bilhões.
Os jogos da Seleção Brasileira na fase de grupos estão marcados para horários mais amigáveis, o que deve incentivar a torcida a sair de casa. Com isso, a tendência é que o consumo de alimentos e bebidas dispare nos estabelecimentos. Historicamente, os meses de junho e julho em anos de Copa registram um aumento médio de 5,4% no faturamento do setor em relação a anos sem o torneio.
O cenário econômico atual também favorece o otimismo. Com a melhora do mercado de trabalho, queda do desemprego e aumento da renda, os brasileiros estão mais dispostos a gastar com experiências. Especialistas apontam que, mesmo com juros altos e crédito restrito, o público prefere investir em lazer e confraternização do que em bens de maior valor, como TVs novas.
Os empresários já estão se preparando. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que mais da metade dos estabelecimentos pretende transmitir as partidas. Desses, cerca de 80% acreditam em um faturamento maior do que em dias comuns, com incremento de até 20% ao longo do campeonato. Cervejarias, choperias, churrascarias e bares lideram a adesão, mas restaurantes à la carte e lanchonetes também entram na jogada.
Para manter o movimento aquecido durante todo o torneio, muitos lugares vão além dos jogos do Brasil e planejam transmitir partidas de outras seleções. A estratégia é criar oportunidades extras para atrair clientes e aumentar o consumo ao longo das semanas. A desaceleração da inflação em alimentos fora de casa também ajuda a segurar os custos e manter as expectativas lá em cima.
Fonte: mktesportivo.com







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