Lembra quando torcer na Copa era só assistir no sofá? Esquece. A Fifa quer que você seja parte ativa do jogo, acumulando pontos e desbloqueando experiências. A gamificação virou a nova aposta da entidade para engajar o torcedor moderno.
Nos testes de 2022, a plataforma Fifa+ Play Zone registrou mais de 2 milhões de fãs e 72 milhões de interações em dois meses. A Hyundai aproveitou o embalo: 10 milhões de palpites em bolões e 80 mil ações em quiz de sustentabilidade. Agora, para 2026, a ideia é ampliar essa estratégia.
A zona de jogos no site da Fifa já oferece bolões, quizzes e rankings – com direito a troféus e pontos de experiência. É uma tentativa de transformar cada clique em engajamento e, claro, em receita para patrocinadores. A gamificação virou um inventário valioso, medindo comportamento e fortalecendo o CRM da federação.
Nas redes sociais, a parceria com o TikTok (via TikTok GamePlan) promete filtros e figurinhas que transformam a visualização passiva em participação ativa. Já no Roblox, a CBF entrou na dança: durante o Mundial, será possível usar itens personalizados da Copa no avatar dentro do Fifa Super Soccer.
E tem mais: a Fifa trocou a Panini pela Fanatics/Topps a partir de 2031. O novo acordo promete transformar o colecionismo em plataforma interativa, com streaming gamificado e colecionáveis digitais. O torcedor de 2026 não será só espectador; ele será protagonista em múltiplas telas.
A pergunta que fica: quem ganha a Copa? Ou melhor: quem constrói a experiência digital mais envolvente ao redor dela? O capixaba que quiser entrar nesse jogo já pode começar a se preparar.
Fonte: maquinadoesporte.com.br





