Enquanto muita gente achava que colocar o Vivo Rio Pro na mesma época da Copa do Mundo era loucura, a WSL provou que a estratégia foi um sucesso. A etapa de surfe aconteceu entre o segundo e o terceiro jogo do Brasil na fase de grupos, criando uma sinergia entre os dois esportes. O resultado? Cerca de 400 mil pessoas passaram pelo ‘Maracanã do Surfe’ em Saquarema.
A ideia não foi competir com o futebol, mas fazer parte da jornada emocional do torcedor. Durante o dia, a galera torcia pelos surfistas brasileiros na água; à noite, a mesma multidão vibrava com a seleção nos gramados. Os números mostram que deu certo: ativações de patrocinadores bateram recordes e a repercussão digital superou as expectativas.
Além da estratégia, o surfe ganhou holofotes extras. Pharrell Williams lançou uma coleção da Louis Vuitton inspirada na cultura surf, e a revista Exame destacou a força econômica da modalidade. Para completar, o atacante Matheus Cunha comemorou gols na Copa imitando um surfista, colocando o esporte ainda mais na boca do povo.
O desfecho veio com Yago Dora. Na manhã decisiva, mesmo com garoa e vento frio, milhares de pessoas lotaram a Praia de Itaúna para ver o brasileiro vencer diante da maior multidão da história do evento. Ele levou a maior premiação já vista no surfe nacional, incluindo um carro.
No fim, a verdadeira conquista foi coletiva: o surfe mostrou que não precisa disputar atenção com a Copa, mas sim fazer parte da maior conversa esportiva do planeta. A WSL e os octacampeões mundiais ajudaram a construir uma das maiores celebrações do esporte brasileiro.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







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