A vaga no meio-campo está aberta depois da lesão de Lucas Paquetá, mas Endrick não veio fazer campanha. O garoto de 19 anos tratou logo de baixar a bola: “Vou dormir como um bebê”. Nada de fazer média com o treinador ou listar qualidades na entrevista.
Ele garante que a receita é simples: conversar com Deus e manter a humildade. “Deus já falou que não vim para virar o extraordinário. Se eu entrar e fizer um gol, espero que olhem e falem que não fui só eu”, dividiu o camisa 19, numa serenidade típica de quem está bem resolvido.
Contra o Japão, Endrick entrou no intervalo no lugar do próprio Paquetá, que sentiu a coxa. Mesmo sem grandes jogadas individuais, a mexida ajustou o time, e a virada por 2 a 1 veio com gol de outro reserva, Martinelli. A torcida, aliás, não cansa de pedir mais minutos para o cria do Distrito Federal.
Questionado sobre como prefere atuar, ele foi direto: centralizado ou aberto pela direita, o que pintar. Aí veio uma cascata de elogios ao técnico Carlo Ancelotti — “um dos melhores do mundo” —, que ainda não se rendeu totalmente ao seu futebol. “O mister sabe o que é melhor”, repetiu.
Com Danilo Santos e Martinelli também no páreo, Endrick não se coloca como rival. Prefere a gratidão: “Já é uma vitória estar aqui, com a seleção, jogando uma Copa. São 26 loucos para ajudar, e eu estou preparado”, declarou, espalhando “boa tarde” e o nome de cada repórter na sala.
Se a noite de sábado for de sono pesado mesmo, a certeza é de que o menino vai para o jogo leve como uma pluma. E se pintar gol, ele já avisou: a tabela é divina.
Fonte: eshoje.com.br







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