Zico é conhecido como o ‘pai’ do futebol japonês, mas o legado do Galinho já não é mais a principal referência. Nos anos 90, o ídolo do Flamengo ajudou a plantar a semente que hoje floresce com um estilo totalmente diferente. A seleção do Japão que enfrenta o Brasil nesta segunda-feira (29), em Houston, é fruto de uma forte influência europeia.
Dos 26 convocados para o Mundial, 22 atuam na Europa, espalhados por ligas como Bundesliga (6), Premier League (4) e Série A italiana (1). Apenas quatro jogam no futebol japonês. Esse número mostra como o país inverteu o fluxo: antes importava craques, agora exporta talentos formados em casa.
O estilo de jogo também mudou. Se antes o espelho era o futebol brasileiro, com habilidade e criatividade, agora a escola europeia predomina com pressão alta, transições rápidas e disciplina tática. Zico reconheceu a evolução: ‘O Japão tem um nível mais competitivo hoje em dia. Os jogadores estão jogando de verdade na Europa.’
Outra mudança importante foi na estatura. A média de altura da seleção japonesa subiu de 1,79 m em 2022 para 1,81 m em 2026. Isso já rendeu frutos: dos sete gols marcados até agora na Copa, dois saíram de cabeçadas. O time está preparado para qualquer adversário, como lembrou Zico: ‘Ganharam do Brasil, da Alemanha, da Espanha…’
Para o duelo desta segunda, Zico não escondeu a torcida: ‘Sou brasileiro, pô!’ Mas avisou que será um jogo duro. O Japão chega embalado e com moral para encarar a seleção canarinho. Resta saber se o Brasil vai conseguir segurar essa ameaça que cresceu com a ajuda do próprio futebol brasileiro.
Fonte: eshoje.com.br







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