A Praia do Solemar, em Jacaraípe, na Serra, virou o epicentro do bodyboarding feminino mundial nesta reta final de temporada. A etapa brasileira do Circuito Mundial Feminino segue até 20 de setembro e é ela quem vai carimbar o nome da campeã de 2026.
Nesta terça (15), quinto dia de disputas, Luna Hardman fez o dever de casa. A brasileira terminou em segundo lugar na bateria 3 do Round 4 da Pro Women, com 10,40 pontos, e garantiu passagem direta para a fase seguinte, sem precisar encarar a repescagem — o que mantém o sonho do título vivo.
Do outro lado da briga, a japonesa Namika Yamashita também avançou: ganhou a bateria 2 do Round 4 com 16,50, somando 8,50 e 8,00. A matemática do caneco está clara: Luna precisa chegar à final; Namika só precisa das quartas de final para assegurar o campeonato — ou seja, o título pode sair antes mesmo da decisão.
Luna comemorou a vaga sem exagerar na euforia. Contou que está feliz por pular a repescagem, que não achou muitas ondas boas, mas fez o necessário para avançar, e que agora é focar na próxima fase e ir com tudo, animada com a previsão de boas ondas.
O dia também teve clima de festa para Clara Pontes. A cearense tirou o primeiro 10 da carreira ao vencer a 4ª bateria do Round 3 da Pro Women, somando 15,15 com um 5,15 de apoio. Já Neymara Carvalho venceu a primeira bateria do Round 4, com 15,00, e escapou da repescagem — algo que não tinha conseguido nas etapas anteriores e que ela tratou como objetivo cumprido.
A edição reúne 79 atletas de oito países — Brasil, Chile, Portugal, Argentina, Costa Rica, França, Peru e Japão — e distribui US$45 mil, a maior premiação da história do circuito feminino em uma etapa mundial. Além da Pro Women, a programação traz Junior Women, Master Women e as inclusivas PCD (amputadas, deficientes visuais e mastectomizadas) e Mães & Filhas, misturando gerações e estilos na água.
Fonte: eshoje.com.br







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