A Fifa fechou uma parceria com a European Football Clubs (EFC), que reúne mais de 700 times europeus, para organizar a Copa do Mundo de Clubes. A união pode turbinar o torneio, que já deu um baita retorno financeiro: o Chelsea embolsou cerca de £ 84 milhões ao vencer a edição de 2025, disputada nos Estados Unidos com 32 equipes.
Com a grana alta, os clubes europeus querem mais. A ideia é expandir o Mundial para 48 times a partir de 2029, aumentando as vagas do continente. Times da Premier League, como Arsenal, Liverpool e Manchester City, são os que mais pressionam por essa mudança, já que estão bem no ranking da Uefa.
Na primeira edição do novo formato, a Europa teve 12 representantes. A América do Sul ficou com seis, incluindo os brasileiros Flamengo, Fluminense, Palmeiras e Botafogo – estes garantiram vaga por terem vencido a Libertadores entre 2021 e 2024. Mas alguns campeões nacionais, como Liverpool, Barcelona e Napoli, ficaram de fora por causa dos critérios da Fifa, que limitou a dois times por país (exceção para o Brasil).
A EFC quer rever esse limite, o que pode beneficiar os ingleses. Além disso, a ampliação pode elevar o valor comercial do torneio, que já fechou um acordo global de mídia de US$ 1 bilhão com a DAZN, bancada por investimentos da Arábia Saudita. A parceria com a Fifa segue o modelo que a EFC já tem com a Uefa na gestão da Champions League.
Enquanto isso, a entidade europeia busca um acordo para distribuir £ 185 milhões em pagamentos de solidariedade do Mundial passado para clubes que não participaram. A demora gera insatisfação, mas, resolvida essa pendenga, o foco será a expansão para 48 times. O Brasil já sinalizou interesse em sediar uma próxima edição.
Fonte: mktesportivo.com







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