O negócio por trás dos grandes eventos: estruturas que ninguém vê
Mercado Esportivo

O negócio por trás dos grandes eventos: estruturas que ninguém vê

Overlay e infraestrutura temporária são os verdadeiros pilares dos megaeventos esportivos.

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Quando a bola rola numa Copa do Mundo ou os atletas competem nas Olimpíadas, a galera foca nos estádios e arenas. Mas tem um mundão de estrutura que passa despercebido e é essencial pra tudo funcionar: o mercado de overlay e infraestrutura temporária.

Overlay é o nome técnico pra tudo que é montado de forma provisória dentro ou ao redor dos locais de competição. Isso inclui arquibancadas desmontáveis, tribunas de imprensa, tendas, containers, geradores, pisos temporários, catracas e até áreas de hospitalidade. Em alguns casos, o próprio gramado é temporário – como nos estádios norte-americanos da Copa de 2026, que trocam o sintético do futebol americano pelo campo de futebol.

Nas Olimpíadas, o overlay pode ser ainda mais radical: se uma modalidade não justifica uma instalação permanente, a venue inteira é construída e depois desmontada, sem deixar legado. Ou seja, o espectro vai de 30% de área adicional num estádio existente até 100% de uma instalação feita do zero e depois removida.

A Copa de 2026 é um exemplo perfeito dessa escala. Pela primeira vez, nenhum estádio foi construído do zero – todos os 16 já existiam e foram adaptados. O MetLife Stadium, em Nova Jersey, trocou 1.740 assentos fixos por um sistema modular de aço. Já o BMO Field, em Toronto, ganhou 17 mil assentos temporários, elevando a capacidade de 30 mil para 45,7 mil. E parte dessas arquibancadas veio das Olimpíadas de Paris 2024, mostrando a circularidade dos ativos.

Esse mercado é global e os equipamentos viajam o mundo: uma arquibancada usada numa Olimpíada pode ir para a Fórmula 1, depois para um Grand Slam de tênis e então para uma Copa do Mundo. A flexibilidade é o grande trunfo – com overlay, ajustar a capacidade de um evento é só um telefonema. E a sustentabilidade também pesa: sem construir novas arenas, a Copa 2026 evita elefantes brancos.

Para quem trabalha com marketing esportivo, entender esse ecossistema é chave. As estruturas temporárias são o palco onde as marcas ativam suas estratégias e se conectam com o torcedor. Dimensionar bem essa infraestrutura impacta diretamente o retorno sobre o investimento de patrocinadores e organizadores. No fim, o overlay é muito mais que engenharia – é uma indústria global que move os bastidores do esporte.

Fonte: mktesportivo.com

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