A sexta-feira (16) foi de caneta na mão e bolo na mesa no Porto Vitória. O clube assinou o contrato que destrava a retomada das obras do seu Centro de Treinamento, na Serra, e o anúncio caiu justo no dia em que a agremiação completou 12 anos de história.
O projeto ganhou musculatura depois de uma readequação técnica: eram três campos previstos, agora são cinco. A nova configuração mira a preparação e o desenvolvimento de atletas, tanto das categorias de base quanto do futebol profissional.
O terreno tem cerca de 130 mil metros quadrados, na região de Costa Dourada, no Contorno de Jacaraípe, pertinho do terminal de mesmo nome e da Rodovia Audifax Barcelos. A obra chegou a parar após os serviços iniciais de terraplanagem, por causa dos ajustes no desenho — agora volta com gás total.
Na versão divulgada anteriormente, o complexo previa três campos oficiais, sendo dois de gramado natural e um sintético, além de uma edificação de 3.558 m² com restaurante, academia, piscina, hotel, áreas administrativas e alojamento para até 150 atletas.
Quem banca a empreitada é o empresário Maely Coelho, que fala em resgatar a memória e a história do futebol capixaba. Ele recorda os anos 70, quando a Desportiva encarava Botafogo, Flamengo, Fluminense, Santos e Palmeiras na Série A, e diz que quer retribuir o acolhimento que recebeu dos capixabas. O sonho é ver o clube subindo degrau por degrau: Série D, depois C, B — e, quem sabe, mais.
Sobre prazos, o torcedor ainda precisa de paciência: o cronograma atualizado das obras e a previsão de conclusão não foram divulgados. Mas o recado está dado — o Porto Vitória quer estrutura própria, alto rendimento e um projeto que cresça no sangue capixaba.
Fonte: eshoje.com.br







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