O sonho do hexa acabou cedo e o preço da cerveja também sentiu. A eliminação do Brasil nas oitavas da Copa 2026, para a Noruega, fez a Ambev cair mais de 3% na bolsa nesta segunda. O mercado já esperava um consumo maior nas fases decisivas, mas sem a seleção em campo, a festa da torcida vai ser menor.
Os bancões já tinham feito as contas. O JPMorgan previa alta de 10% no volume de cerveja no segundo trimestre, que encerrou em 30 de junho — quando o Brasil ainda estava na disputa. O Citi projetava crescimento de 5,8%, com receita avançando 11,9%. Como o trimestre já fechou, os números não mudaram, mas o Citi classificou o cenário como neutro para o período.
Agora o terceiro trimestre que preocupa. Analistas do Morgan Stanley, liderados por Sarah Simon, disseram que as vendas na América Latina podem ficar abaixo do esperado, já que Brasil e México também foram eliminados no domingo. A Ambev é a mais exposta, com marcas como Corona e Brahma nos dois países. A Heineken também sentiu: ações caíram 1,4% em Amsterdã.
Isso já aconteceu antes. Em 2022, a Copa do Catar adicionou só 1,5 ponto percentual ao volume de cerveja. A saída precoce do Brasil, nas quartas para a Croácia, tirou 1 ponto. O BTG Pactual já avisou que o desempenho da Ambev depende de mais variáveis, como clima e execução comercial.
Para o Citi, a pergunta agora não é se os volumes vão se recuperar, mas se essa recuperação vai ser sustentável. A eliminação do Brasil afeta justamente essa segunda parte. Antes da Copa, a ação da Ambev acumulava alta de 12,4% contra o Ibovespa — e 17,24% em 12 meses. Agora, o mercado vai ter que esperar a próxima oportunidade para brindar.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







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