O Brasil já sabe quem vai enfrentar na estreia do mata-mata da Copa do Mundo de 2026. Líder do Grupo C, a equipe de Carlo Ancelotti encara o Japão na próxima segunda-feira, às 14h (de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos. O confronto vale vaga nas oitavas de final e promete emoção.
Os japoneses chegaram à vice-liderança do Grupo F, com empates contra Holanda (2 a 2) e Suécia (1 a 1), além de uma goleada sobre a Tunísia (4 a 0). A campanha mostra a evolução do time nos últimos anos. E tem um alerta: em amistoso recente, os Samurais Azuis venceram o Brasil de virada por 3 a 2.
O ponto forte do Japão não é um craque, mas o conjunto. A equipe de Hajime Moriyasu aposta em disciplina tática, intensidade e versatilidade. No esquema 3-4-2-1, os alas são fundamentais tanto no ataque quanto na defesa. Mesmo com menos posse de bola (cerca de 30% em jogos contra Brasil e Inglaterra), a eficiência ofensiva é alta: um gol a cada 3,71 finalizações, uma das melhores marcas do Mundial.
No lado individual, nomes como Ayase Ueda, Daichi Kamada e Junya Ito merecem atenção. O goleiro Zion Suzuki também brilhou na fase de grupos. Porém, desfalques pesam: Wataru Endo, Takumi Minamino e Kaoru Mitoma estão fora por lesão. Além disso, Ko Itakura e Takefusa Kubo são dúvidas para o duelo.
Uma fragilidade japonesa está nas jogadas aéreas. A maioria dos gols sofridos na fase de grupos veio de cabeçadas. O Brasil, com seus atacantes fortes nesse fundamento, pode explorar essa brecha. A experiência de Yuto Nagatomo, aos 39 anos em sua quinta Copa, equilibra o elenco.
A seleção japonesa é fruto de um planejamento de longo prazo, iniciado em 2005 com o projeto ‘JFA 2050 Dream’, que mira o título mundial em 2050. O trabalho nas categorias de base e na J-League criou uma identidade coletiva forte. Agora, os Samurais Azuis querem mostrar que estão prontos para desafiar potências como o Brasil.
Fonte: mktesportivo.com







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