A final da Copa do Mundo de 1982, entre Itália e Alemanha Ocidental, foi disputada no Santiago Bernabéu, em Madri. Mas além do jogo, o estádio foi o laboratório de um novo modelo de negócios que mudou o futebol para sempre.
Com a expansão para 24 seleções, a Fifa, sob João Havelange, criou o programa InterSoccer 4, fruto da parceria Patrick Nally e Horst Dassler (Adidas). Pela primeira vez, os direitos comerciais do Mundial foram vendidos em pacotes exclusivos para multinacionais como Coca-Cola, JVC e Gillette.
Para abrir espaço a essas marcas, o Bernabéu passou por uma reforma de quase US$ 4,7 milhões. Ganhou cobertura metálica, iluminação potente para TV a cores e placares eletrônicos. O conceito de ‘estádio limpo’ estreou: nenhuma publicidade local que concorresse com os patrocinadores globais.
A hospitalidade foi dividida em dois níveis: o Palco de Honor para autoridades e a tribuna principal para executivos das marcas parceiras. Enquanto isso, o torcedor comum só tinha os 90 minutos de jogo – nem telões ou shows. Mas já enfrentava o monopólio da Coca-Cola nos bares.
Os ingressos da final foram impressos pela Casa da Moeda espanhola, com papéis-moeda e marcas d’água para combater cambistas. A receita de bilheteria também entrou no pacote de inovação comercial do torneio.
Fonte: maquinadoesporte.com.br





