A história de Vozinha na Copa de 2026 já tinha plot twist antes mesmo do apito final. O goleiro de Cabo Verde segurou um 0 a 0 com a campeã europeia Espanha, mas o drama mesmo estava fora de campo: a mãe dele não conseguiu visto para entrar nos Estados Unidos.
A atuação espetacular e a campanha da CazéTV fizeram o caso explodir. Até o líder da minoria no Congresso americano, Hakeem Jeffries, entrou em campo. Ele afirmou que ‘nenhuma mãe deveria perder a chance de ver seu filho fazer história’ e disse ter conversado com o secretário de Estado Marco Rubio.
O nó da questão é o tal ‘Programa Piloto de Caução de Visto’. Cidadãos de 50 países, incluindo Cabo Verde, precisam depositar de US$ 5 mil a US$ 15 mil para obter visto de turista. Atletas e delegações ficaram de fora, mas familiares continuam na mira.
Ana Cândida Évora conseguiu embarcar para Miami a tempo do jogo contra o Uruguai. O goleiro comemorou e disse que tentará trazer mais parentes para os próximos jogos. O Departamento de Estado confirmou que trabalhou para viabilizar a entrada.
O episódio mexeu com outros africanos na Copa. O zagueiro do Senegal, Kalidou Koulibaly, reclamou que torcedores de seu país também enfrentaram restrições. ‘Não entendo por que times da África não podem ter seus torcedores’, desabafou.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







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