O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu uma canetada que promete agitar o mercado do futebol brasileiro. Em uma de suas últimas ações como superintendente, Alexandre Barreto de Souza assinou uma medida preventiva que proíbe a Sports Media Participações S.A. de dificultar a saída de clubes do Futebol Forte União (FFU).
A decisão veio depois que o CSA, de Alagoas, reclamou ao Cade sobre cláusulas que travavam a mobilidade dos times. O clube alagoano, que já vinha se estranhando com a investidora, alegou que as regras do Condomínio Forte União impediam a migração para outras ligas, como a Libra.
No despacho, Barreto destacou que os clubes são peças-chave para a competitividade das ligas e que criar obstáculos artificiais à saída deles pode prejudicar a concorrência. A medida vale até o julgamento final do caso, mas já abre uma brecha para outros times insatisfeitos seguirem o mesmo caminho.
Vale lembrar que, mesmo saindo do condomínio, as dívidas dos clubes com a Sports Media continuam valendo. Muitos times do FFU já negociaram percentuais de direitos de mídia por 50 anos em troca de adiantamentos financeiros. A decisão do Cade não apaga essas obrigações, mas dá liberdade para os clubes escolherem seu futuro.
O FFU já vem enfrentando rachas internos, como a tentativa de atrair o Grêmio sem consultar os demais membros e a insatisfação com os valores pagos pela LiveMode pelos direitos de transmissão. Times da Série B, por exemplo, só ficaram contentes depois que o bloco igualou os valores mínimos aos recebidos por São Bernardo e Náutico.
Até o momento, FFU e Sports Media não se manifestaram sobre a decisão. Mas o efeito manada já é dado como certo: se o CSA conseguir sair sem travas, outros clubes podem pedir o boné e buscar novos ares na Libra ou até mesmo atuar sem bloco definido.
Fonte: maquinadoesporte.com.br







Deixe um comentário