Desportiva recebe minuta da Tiva e acelera caminhada rumo à SAF
Capixaba

Desportiva recebe minuta da Tiva e acelera caminhada rumo à SAF

Papelada preliminar cai nas mãos dos advogados grenás antes de qualquer assinatura oficial

A Desportiva Ferroviária deu mais um passo na virada para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol. Nesta terça-feira, o clube associativo confirmou que recebeu a minuta do Acordo de Investimento, aquela versão preliminar do contrato que abre a porta para a entrada do investidor.

Do outro lado da mesa está a Tiva Investimentos, grupo que negocia a compra de 90% das ações da futura empresa. Mas calma, torcedor: receber o documento não quer dizer negócio fechado. A papelada vai passar pelo crivo da assessoria jurídica da associação antes de qualquer definição.

Nessa etapa, a Desportiva vai avaliar os termos do texto e conferir se os interesses do clube estão devidamente protegidos. Só depois desse pente-fino a associação pretende soltar nota com esclarecimentos e os próximos encaminhamentos do processo.

A minuta é um dos documentos centrais da negociação, porque detalha como o investimento será feito e quais compromissos cada parte assume. Entre os pontos que podem aparecer estão valores e condições dos aportes financeiros, obrigações dos investidores, direitos e responsabilidades da associação e as diretrizes de gestão da nova empresa. Como é uma versão preliminar, ainda pode sofrer ajustes.

A estrada até aqui já tem quilometragem. Em julho de 2026, os associados aprovaram a transformação em SAF em Assembleia Geral Extraordinária, com 29 votos favoráveis e um contrário, além de darem aval à constituição da nova empresa e ao estatuto social. Dois meses depois, em setembro, o clube anunciou a obtenção do CNPJ da SAF na Junta Comercial do Espírito Santo.

A Tiva Investimentos, que tem o ex-jogador Sávio Bortolini entre seus integrantes, deve ficar com 90% das ações, enquanto a associação mantém os 10% restantes. O grupo já participa do planejamento esportivo para 2027, com mapeamento de jogadores, nomes para a comissão técnica e necessidades de infraestrutura. Só que, por enquanto, quem comanda o futebol no dia a dia continua sendo a associação — a chave só muda de mão quando a transição estiver oficialmente concluída.

Fonte: ge.globo.com

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