Lesões no futebol: o que está por trás dos estouros musculares?
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Lesões no futebol: o que está por trás dos estouros musculares?

Calendário apertado, movimentos explosivos e falta de descanso: a receita perfeita para o DM lotado.

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Quem acompanha o futebol já se acostumou com a cena: a cada rodada, pelo menos um craque cai no gramado sentindo a coxa. A maratona de partidas não dá trégua e o corpo cobra a conta. Mas o que realmente provoca tantas lesões? A fisioterapeuta Luana Sousa, professora da UNINASSAU Graças, aponta os principais motivos.

Segundo a especialista, os músculos mais castigados são os posteriores da coxa, os adutores, o quadríceps e a panturrilha. Os vilões mais comuns atendem pelo nome de estiramento e contratura. No primeiro, a fibra cede além do limite; no segundo, o músculo trava e se recusa a relaxar.

Não é só cansaço: a combinação de arrancadas, chutes, mudanças bruscas de direção e desacelerações provoca um estresse absurdo na musculatura. Some-se a isso o tempo curto de recuperação entre jogos e a fadiga acumulada, e está pronta a tempestade perfeita para a lesão.

Mas nem tudo está perdido. Luana Sousa reforça que um aquecimento bem-feito faz toda diferença. A dica de ouro: aposte nos alongamentos dinâmicos, que preparam o corpo de verdade. Já os alongamentos estáticos longos, melhor deixar para depois do apito final, porque podem roubar potência na hora do vamos ver.

Quando o estrago já está feito, a fisioterapia assume o protagonismo. O tratamento começa com controle da dor, inchaço e inflamação, depois evolui para exercícios que resgatam a mobilidade e a força. Na etapa final, testes funcionais medem se o atleta já tem equilíbrio e resistência para voltar sem sustos.

Só após essa maratona de cuidados o jogador recebe a liberação para pisar no campo novamente. Afinal, ninguém quer ver ídolos no estaleiro por mais tempo do que o necessário.

Fonte: eshoje.com.br

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