Fala, capixaba! O mercado de apostas esportivas no Brasil tá passando por uma readequação de investimentos um ano depois da regulamentação federal. E o papo foi quente na São Paulo Innovation Week, onde líderes do setor se reuniram pra discutir o futuro do segmento.
Seis clubes começaram o Brasileirão 2026 sem patrocínio máster: Athletico, Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional e Vasco. Só o Bahia conseguiu um acordo tampão de três meses com a Esportiva Bet. Os outros seguem sem parceiro.
Álvaro Garcia, da Flutter Brazil (dona da Betnacional e Betfair), elogiou a regulamentação, mas pediu foco em combater as bets ilegais. Segundo ele, no ano passado, as bets legais faturaram R$ 37 bilhões, pagaram R$ 10 bi em impostos e investiram mais R$ 10 bi em publicidade e patrocínio.
Bernardo Freire, da BetLaw, jogou a real: mesmo com regras, as ilegais ainda representam 40% a 50% do faturamento total. Ele lembrou que Holanda e Portugal perderam arrecadação ao aumentar impostos, empurrando apostadores pro mercado paralelo.
Já Marcelo Damato, da Pequi Consultoria, criticou a estrutura de fiscalização: a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) tem só dois funcionários pra monitorar tudo, enquanto a autoridade de dados tem 300. “É uma colcha de retalhos obsoleta”, disse.
E tem mais: a luta contra a ludopatia ganhou destaque. Garcia reforçou o papel educativo das marcas, e lembrou da campanha da Betnacional com Vini Jr. virado Vini Sr. pra alertar sobre consumo consciente. O recado é claro: aposta é entretenimento, não investimento.
Fonte: maquinadoesporte.com.br





